Manancial
Nem a morte
Ao enfrentar a realidade de que a morte estava chegando, o teólogo Richard Galliardetz escreveu suas orações e pensamentos. Sem força para ser ativo fisicamente, ele viu Salmos 46:10:“Aquietem-se e saibam que eu Sou Deus.”
Nos últimos dias, encontrou conforto meditando no amor de Deus. Ele escreveu: “Não cabe a mim sair dessa dor e exaustão em busca de Deus, pois é Deus que me busca no meio da minha dor, porque o amor de Deus que me buscou jamais me deixará.” Ele se referia ao hino “Amor que por amor desceste”.
O poeta que escreveu esse hino sentiu que estava perdendo tudo por ficar cego, ser abandonado pela noiva, e, em seguida, pelo casamento de sua cuidadora, que era sua irmã.
Ao contemplar, porém, a grandeza do amor de Deus em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade, recuperou a esperança.
Foi a letra desse hino que tocou a alma cansada e sofrida do teólogo: “Amor, que não me largas nunca! Minh’alma achou descanso em ti; a vida que ganhei te entrego, sei que a promessa cumprirás, que o pranto vai sumir.”
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